quarta-feira, 29 de junho de 2011

Irmandade Invisível

Um dos questionamentos mais frequentes dos leitores deste blog diz respeito às afirmações sobre a existência de uma Irmandade Invisível. Decidi, portanto, dedicar algumas linhas ao tema, para que não persistam interpretações supersticiosas sobre minhas palavras.

Ressalta de nossos Manifestos que, no início, a Confraria da Rosa+Cruz era formada por um grupo de pessoas facilmente determinadas. Essas pessoas, no entanto, logo se separaram, mantendo o compromisso de reunirem-se apenas uma vez ao ano, na Casa do Espírito Santo. Misturaram-se e fizeram-se imperceptíveis, por amoldarem-se às culturas locais, cada qual encontrando, ao menos, um discípulo ao qual iniciava nos mistérios da Fraternidade.

Foi, assim, difundindo-se o Rosacrucianismo, de forma mais ou menos fiel à mensagem original, na medida em que sucediam-se as gerações e a mensagem era transmitida por pessoas que a entendiam de modo mais ou menos condizente com a ideia original, tal como exposta por nosso Pai CRC.

Grupos foram formados, de acordo com as preferências e inclinações de seus idealizadores. No seio desses grupos, a mensagem trazida pelo Pai CRC passou a ser disseminada por diferentes meios ou corpos doutrinários. Houve os que a veiculavam valendo-se das alegorias alquímicas; outros, da Cabala; outros, do hermetismo; outros, do gnosticismo; outros, da magia natural; e assim por diante.

Porque velada em alegoria, a mensagem foi, por muitas vezes, mal entendida. E, ainda assim, mesmo sem a intenção de fazê-lo de modo equivocado, foi propagada.

Houve, contudo - como há -, quem possuísse como que chaves para decifrá-la. Nem todos tinham todas as chaves, mas alguns tinham chaves que abriam certos portais, e outros tinham chaves diversas, capazes de abrir outras portas.

Ocorre que as divisões estabelecidas pelos muros erguidos ao redor dos grupos impediam os irmãos de ter acesso às chaves que lhes faltavam, muitas vezes acontecendo de um ou outro irmão sequer imaginar ou acreditar que havia outras portas e outras chaves.

Outros, porém, entendiam a naturalidade da multiplicidade e da diversidade, e, assim, compreendiam que qualquer verdade é apenas parcial. Sob o signo CR, estes comunicavam-se para além dos muros e, mesmo em outras paragens, reconheciam-se como Irmãos.

Ainda hoje é assim. Existem aqueles que não imaginam, não acreditam ou não aceitam a existência do "outro", crendo-se autosuficientes - como, de resto, lhes é de direito.

Existem, também, aqueles que, tendo atingido um certo grau de entendimento, imediatamente compreendem a Mensagem subjacente ao simbolismo que a envolve. A partir daí, entram em comunhão com almas que, como eles, aspiram aos ideais divinos, reconhecendo-as como companheiras de jornada, independentemente da denominação, linhagem, procedência, nacionalidade ou qualquer outro muro que estabeleça divisões.

Nada há de etéreo na Irmandade Invisível. Ela é formada por quem, tendo as letras CR gravadas em seu coração, compõe esse último grupo - cujos membros, dadas as facilidades do mundo moderno, atualmente reúnem-se na Casa do Espírito Santo, não uma, mas tantas vezes quanto julgarem necessário, prudente ou conveniente à Grande Obra, cuja tônica é o Serviço à humanidade.

O Servidor não trabalha para si, não visa à satisfação de suas vaidades nem está em busca de títulos, graus, distinções ou o que quer que, posto que ofertado pelas organizações "espiritualistas" destes e de outros tempos, apenas dividem, quando o propósito de uma Fraternidade deveria ser somar.

Portanto, os membros da Irmandade Invisível, não estando atados a signos de autoridade temporal, podem deslocar-se à vontade, comunicando-se como iguais - ainda que necessitem de traduções interculturais - e obrando em favor de seus semelhantes, sem pedir nem esperar qualquer retorno.

Estabelecer contato com essa Irmandade exige aspiração pura, prática diligente e serviço desinteressado. Não adianta procurá-la às cegas, pois é ela quem emite o chamado a quem está apto a ouvi-lo.

Espero ter, com estas linhas, lançado alguma luz sobre a questão.

Que floresçam Rosas em sua Cruz,

ZadKiel R+

terça-feira, 21 de junho de 2011

EMBAIXADA DO SUMMUM SUPREMUM SANCTUARIUM


E S C L A R E C I M E N T O

À luz das postagens anteriores, já está claro que, para além dos laços que me unem à Fraternidade Invisível - aquela que não possui templos ou sinais externos de reconhecimento -, tenho, também, vinculação com a manifestação visível da Irmandade, corporificada na organização conhecida como "Fraternitas Rosicruciana Antiqua", na qual fui iniciado pelo atual Comendador no Brasil, Irmão Tonapa R+, há cerca de 20 anos.

Está claro, também, que fui nomeado "Enviado Especial e Embaixador do Summum Supremum Sanctuarium" pelo Mestre Parsival Krumm-Heller, de saudosa memória, há uma década. Essa função, que nada tem a ver com a minha filiação à F.R.A. brasileira, lança sobre os meus ombros o peso de uma responsabilidade inesperada, impondo-me uma série de deveres perante meus Irmãos esparsos pelo mundo, sem conferir-me, todavia, a contrapartida dos direitos.

Portanto, não me cumpre - nem me seria lícita a correspondente pretensão - legitimar a atividade de não-iniciados ou grupos recém-formados valendo-me da função de Enviado Especial e Embaixador do S.S.S. ou de discípulo do filho do Mestre Huiracocha.

Isto significa que qualquer um que se escore exclusivamente no contato com a Embaixada do S.S.S. ou em minha relação com Parsival Krumm-Heller, visando a legitimar uma nova “linhagem” ou um novo “movimento” da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, ou bem está enganado, ou bem está enganando.

A legitimidade de qualquer ramo ativo da Fra. R.C. Antiqua é verificada pela linha de sucessão, que une o atual Comendador ao Comendador Passado e assim sucessivamente, até chegar à figura de nosso Fundador, Dr. Arnoldo Krumm-Heller (Mestre Huiracocha), célebre Rosacruz alemão, que tinha especial carinho pela América Latina.

Este esclarecimento se faz necessário diante de rumores que tentam perturbar a paz de quem vive a serenidade do Eixo e efetivamente perturbam aqueles que vêm em graus e outros sinais de autoridade um brilho mais cintilante do que a luz secreta, que brota do Coração.

domingo, 19 de junho de 2011

HOY. PARSIVAL KRUMM-HELLER


É com espanto que percebo que alguns Irmãos desconhecem os mais elementares traços biográficos de meu saudoso Mestre e filho do Fundador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, Parsival Krumm-Heller.

Parsival recebeu intensa preparação, tanto por parte de seu pai, como por parte de grandes Mestres das ciências ocultas, tendo viajado pela Europa, África e Oriente Médio em busca de fórmulas e informações hermeticamente guardadas em Templos desconhecidos dos olhos dos profanos.

Após refugiar-se na Austrália, fugindo dos fantasmas do Nazismo, Parsival - que liderou a F.R.A. de 1949 a 1956 - dedicou-se ao estudo, ao desenvolvimento, à prática e ao ensino, para um pequeno grupo de discípulos, de fórmulas apontadas nas anotações de seu pai, o Mestre Huiracocha, e de outros Mestres, por este indicados como detentores do conhecimento arcano. Me orgulho de ter sido quem, após anos de insistência, convenceu o Mestre a abrir o seu conhecimento a um grupo, ainda que reduzidíssimo, de pessoas que conheciam sua conexão com a confraria da Rosa+Cruz.

Quis o Mestre Huiracocha que a instrução de Parsival se iniciasse sob a responsabilidade do Mestre Aureolus (Dionisio Ballester), o qual veio a instalar a Aula Mater da Espanha, em 1931. Aproveito, então, para transcrever a saudação feita pelo mesmo Aureolus a Parsival Krumm-Heller como Soberano Comendador Mundial da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, logo após a transição do Mestre Huiracocha (Dr. Arnoldo Krumm-Heller). O texto foi gentilmente postado no "blog" do Irmão Rafnael R+, Soberano Comendador do México na linha de sucessão Huiracocha - Perez Hinojosa - Rafnael (cf. rafnaelrc.blogspot.com):

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FRATERNITAS ROSICRUCIANA ANTIQUA
HOY. PARSIVAL KRUMM HELLER
Dionisio Ríos Ballester (Aureolus)

En estos momentos de verdadera crisis moral, cuando parece ser que la humanidad solo se ocupa de cosas triviales, surge este joven Maestro a la palestra, para ponerse al frente de la Fraternidad Rosa Cruz Antigua, por orden “superior” y seguir las huellas de su antecesor, señalándonos el verdadero camino de acuerdo con la época que se avecina (Acuario).

Si el Maestro Huiracocha tuvo que luchar incansablemente para vencer las innumerables dificultades que salían a su paso, en aquellos tiempos, para poder cumplir la misión que le había sido asignada, no lo es menos que este joven Maestro, dados los tiempos que corren de crisis mundial en todos los valores, tendrá muchas más dificultades que su antecesor. Muy pocos conocen a este Maestro que hoy está al frente de nuestras labores. Yo que, por orden del Maestro Huiracocha, contribuía a su preparación en sus primeros pasos, sé quién es. Conmigo convivió cerca de un año y por aquel entonces ya pasaba por pruebas muy duras; ya apuntaban en él los destellos de la Maestría que había de ostentar en su día.

Luego tuvo que salir de España y viajar por Europa y Egipto adquiriendo nuevas experiencias, y después de pasar por todas las pruebas, y salir airoso de ellas, ahí lo tenemos bajo los efluvios del Maestro Huiracocha, dispuesto a seguir los pasos de él; laborando por el progreso de la humanidad.

Nosotros estamos orgullosos de él porque sabemos que cumple su nombre PARSIVAL – Per si val – EL HOMBRE QUE VALE POR SÍ MISMO.

Todos sus antecesores han cumplido así en su cargo de acuerdo con la época. Esperamos que este Maestro inyectará nueva savia a nuestras labores y con ello se dará un gran alcance al progreso. Todos los hermanos antiguos, lo mismo que los que ahora empiezan, deben prestarle su ayuda, su colaboración desinteresada, para facilitarle la misión que se le ha encomendado a este joven Maestro.

Por mi parte estoy dispuesto a colaborar de la misma forma que lo hice con su antecesor. Mi cariño, mi fe, mi lealtad la tendrá siempre".


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


Mensagem aos Irmãos:


Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2010.


Paz, Tolerância, Caridade!


A iniciação é um processo constante: não começa nem se completa com a passagem por um ritual. Na verdade, desde que percebemos, pela primeira vez, que aspiramos aos ideais divinos (e mesmo antes disto!), estamos inseridos no processo de iniciação.

Seja qual for o caminho que decidamos trilhar, o coração sempre nos dirá se estamos seguindo nossa verdadeira vontade – aquela vontade silenciosa, divina em essência e natureza – ou os impulsos da curiosidade. Nisto reside uma das diversas expressões do amor consciente.

Quando, há mais de 25 anos, travei meu primeiro contato com rosacruzes e martinistas, meu coração imediatamente reconheceu que ali encontraria “o meu lugar”. Desde então, tenho me esforçado para honrar a oportunidade de ser um elo da cadeia iniciática: estudo, pratico, mantenho contato com Irmãos e Mestres de várias correntes iniciáticas, do Brasil e do exterior.

Porém, se há algo que aprendi é que nada disto tem qualquer valor, se não nos pusermos a serviço dos Seres de Luz e da Humanidade. Esse serviço nem sempre nos exige grandes feitos, mas tem por parâmetro mínimo a obrigação, alegremente assumida, de sermos bons pais, bons filhos, bons cidadãos, bons profissionais e, no seio de nossa Irmandade, bons irmãos.

Estaremos, desde os primeiros passos, sendo testados. Não que nossos irmãos profanos não o sejam, mas aquela obrigação, que assumimos espontaneamente, nos fará perceber, melhor do que ninguém, que há olhos invisíveis sobre nós. O que importa é que saibamos, nesses momentos de prova, que a Irmandade e sua energia estão sempre ao nosso lado.

Recentemente, como sabem os Irmãos, enfrentei um desses terríveis testes e vivi uma situação ambígua: ao mesmo tempo em que me percebi amparado, quer sobrevivesse ou não, também me vi apavorado diante da possibilidade de perder meu mais amado e precioso tesouro – meu querido filho, Diego.

E, naqueles momentos de aflição, a Irmandade se provou forte e verdadeira. Os anos de prática certamente me deram a serenidade e a força para, mesmo baleado, dirigir até o hospital e manter-me alerta, concentrado e (na medida do possível) tranquilo nos minutos cruciais. E a força de nossa egrégora, gentilmente ativada pelas orações e os pensamentos positivos dos Irmãos e Irmãs, certamente têm contribuído com a Providência para que o processo de recuperação de minha família se faça firme, seguro e eficiente.

Portanto, quero não apenas afirmar minha confiança, mas sobretudo expressar minha eterna e infinita gratidão ao Divino Senhor da Criação, às Irmandades Iniciáticas, aos Mestres do Passado – notadamente aos Mestres Martinez de Pasqually, Louis Claude de Saint Martin, Gérard Encausse, Aleister Crowley, Arnoldo Krumm-Heller e seu filho, meu saudoso instrutor Parsival Krumm-Heller – e a cada um dos Irmãos e Irmãs que compõem essas maravilhosas Correntes de Luz, Vida, Amor e Liberdade. Recebam, por favor, meu “muitíssimo obrigado” e os melhores votos de que floresçam Rosas em sua Cruz.

Fraternalmente,


Marcelo Alexandrino da Costa Santos

(S:::I::: R+)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Onde está o Anjo?

Eis uma pergunta bastante comum entre aqueles que percorrem O Caminho:
- "O Anjo Guardião está 'dentro' ou 'fora' do Peregrino?"
Invariavelmente, essa pergunta me faz recordar a resposta de um de meus queridos Mestres, um verdadeiro Adepto R+C. Respondia o saudoso Mestre, perguntando, com seu misterioso sorriso de canto de boca:
- "Onde está você"?
A pergunta do Mestre continha, em si, uma resposta menos velada do que aparentava. E aqui lhe respondo, sob o risco que corre qualquer aluno, de não atender às expectativas de seu professor:
Se o Aspirante vê o Sol, como em um Amanhecer Dourado, o Anjo está fora dele. É a ele que dirigia suas preces de criança.
Se o Adepto está no Sol e sente o perfume de uma Bela Rosa, o Anjo está dentro dele. É com ele que conversa no mais absoluto silêncio.
Se agora o que há é um Ovo ou um Ventre nas profundezas de um Abismo Sagrado, no qual um novo ser trabalha em seu mágico repouso, o Anjo foi deixado no Portal.
Se o Mestre navega naquele Mar onde tempo e espaço se dissolvem, já não há mais Anjo, nem Adepto, nem Aspirante, pois tudo é Um.
E acima, no extasiante hálito do Beijo da Deusa, adornada por três ocultos Véus, o Um, que outrora foi Dois, se torna o Nada pulsante; sim, o Um se torna o Nada pulsante.

ZadKiel R+

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cabala Mística (continuação)


Na primeira postagem sobre o tema (http://zadkiel-rc.blogspot.com/2009/08/sobre-cabala-mistica.html), percorremos as Esferas (Sephiroth) de Kether - no topo da Árvore da Vida - a Tiphereth - no centro de Árvore. Transcreveremos, agora, as anotações do Irmão Poimandres, de Malkuth - a Esfera (Sephirah) que se encontra no ponto inferior da Árvore, representada como um pingente, até Netzach, a sétima Sephirah que, de cima para baixo, sucede Tiphereth e antecede Hod. Ou seja, iniciamos de modo descendente e finalizamos de modo ascendente, tendo Tiphereth como ponto central ou centro gravitacional. Existe um propósito nisto, pois em Tiphereth se realiza a etapa central da Grande Obra (aperfeiçoada em Geburah e Chesed). Por fim, transcreveremos as notas acerca de Daat, a "falsa Sephirah", entre as tríades intermediária e superior.

MALKUTH
~ O Reino ~

É a esfera em que tudo é visível.
Somente em Malkuth, podemos discernir o certo do errado, o verdadeiro do falso.
Em outros planos, basta pensarmos nas coisas, para que elas sejam como pensamos.
Em Malkuth, um gravador será um gravador, mesmo que pensemos que é uma cadeira.

Virtude: estabilidade.
Vício: inércia.
Experiência espiritual: Visão do Sagrado Anjo Guardião, nosso objetivo na Grande Obra (Nota de ZadKiel R+: observem que trata-se da "Visão" do Anjo, não de seu "Conhecimento e Conversação", experiência ocorrida em Tiphereth. Em Malkuth, se tem a visão do Sol como em uma Dourada Aurora; em Tiphereth, se tem um Matrimônio, como na união da Rosa à Cruz).

Há uma relação entre o Sagrado Anjo Guardião e o Eu Superior. Começamos a cumprir nossa missão quando entramos em contato com o Eu Superior.

Imagem Mágica: uma moça sentada em um trono.
Anjos: Ashin, Almas de Fogo e Querubins.
Símbolos: Altar de duplo cubo; cruz de braços iguais; círculo mágico; triângulo da Arte.

Cartas: OS DEZ
Paus: opressão;
Copas: êxito perfeito;
Espadas: ruína;
Ouros: opulência.

Consideradas microcosmicamente, as três últimas esferas do Pilar Central representam:
Malkuth: o corpo;
Yesod: o duplo etérico;
Tiphereth: o espírito superior.

Nome divino: Adonai-Ha-Aretz.
Arcanjo: Metraton (Príncipe das Faces) = Kether; Sandalphon (Arcanjo da Terra); Auriel (Arcanjo do elemento terra).
Chacra Mundano: A totalidades dos elementais, Cholem Ha Yesodoth.

Em Malkuth, somos microcosmos.
O homem é o agente divino de Asiah, e os seres elementais são o aspecto mais inferior, mas encontramo-los desde Kether.
Os elementais são seres automáticos; são leis individuais da natureza, obreiros sob o comando das hostes angelicais.

QUATRO ASPECTOS DA MATÉRIA:
- Subatômica - Adonai - Atziluth de Malkuth;
- Nuclear - Arcanjos - Briah de Malkuth;
- Atômica - Anjos - Yetzirah de Malkuth;
- Celular - Assiah de Malkuth.

Sandalphon não pode ser visualizado, pois seus pés estão na Terra e sua cabeça, no Infinito (Kether). Por isso, diz-se que Malkuth está sentada no trono de Briah. Recebe as ordens de Adonai e as transmite aos Querubins, que as executam.
Podemos invocar Adonai usando a imagem mágica de Malkuth, pois esta representa a própria Natureza.

YESOD
~ O Fundamento ~

Refere-se ao mundo etérico, governado pela Lua.

Nome Divino: Shadai-El-Chai.
Arcanjo: Gabriel.
Anjos: Querubins.
Imagem: Hércules nu.

É uma esfera de grande importância para a Magia (Hod é como um armazém de formas-pensamento humanas; Yesod é como um armazém de pensamentos cósmicos).
Em Yesod, podem-se modificar as imagens, para curar e rejuvenescer.
Corresponde aos órgãos sexuais.
Chifre voltado para cima: Phallus; chifre voltado para baixo: Kteis.

No Tarô: os quatro "Noves":
Paus - força;
Copas: sorte material;
Espadas: crueldade;
Ouros: ganância.

Em Yesod, o iniciado libera a mente subconsciente. Penetrando em sua mente, confronta-se com seis problemas psíquicos e tem a chance de erradicá-los ou corrigi-los (no desequilíbrio, há o risco de exacerbá-los).

HOD
~ O Esplendor ~

Preside o raciocínio mental, lógico e científico.

Virtude: verdade.
Vício: mentira.
Arcanjo: Miguel (proteção contra as hostes das qliphoth, plural de qliphah, as conchas abaixo da Árvore da Vida).
Anjos: Beni-Elohim.
Imagem: Hermafrodita.
Nome divino: Elohim Sabaoth.
Chacra Mundano: Mercúrio.

Há três caminhos do ocultismo que se encontram em Tiphereth:
1 - O do misticismo da natureza e da arte - instrutor: Orfeu - ligado a Netzach;
2 - O do misticismo devocional - instrutor: Jesus - ligado a Yesod;
3 - O da Magia - instrutor: Hermes - ligado a Hod.
Quando se unem em Tiphereth, se complementam. Assim, o magista pode operar sem rituais.

Hod é a esfera da Iniciação.
Nomes mágicos, versículos, talismãs, símbolos etc pertencem a Hod.

Experiência espiritual: Visão do Esplendor.

No Tarô: os quatro "Oitos":
Paus: rapidez;
Copas: êxito abandonado;
Espadas: força amortizada;
Ouros: prudência.

Corresponde ao quadril e às pernas.

Não se pode sublimar estados patológicos, mas sim instintos. Ex: a transmutação de desejos em vontade.

NETZACH
~ A Vitória ~

Estabelece o relacionamento humano, vertical e horizontalmente.
Horizontalmente, causa a amizade e, em excesso, o homosexualismo.
Sentimentos positivos -> imaginação criadora.

Arcanjo: Haniel (Anael).
Chacra mundano: Vênus (que dá vida ao mundo do pensamento).
Anjos: Elohim.
Nome divino: Jeová Sabaoth.
(Auriel = Hamiel, Haniel e Samael).
Virtude: valor, retidão.
Vício: egoísmo, luxúria.
Símbolos: rosa em botão, cinto e lâmpada.
Imagem mágica: uma bela mulher desnuda.
Experiência: a beleza triunfante.

As artes são presididas por Vênus.
Pandora, a primeira mulher.

Quando descemos ao abismo do mal, também vemos coisas estonteantes, mas perigosas.

No microcosmo, são os rins, mas também podem ser associados, como Hod, ao quadril e às pernas.

Netzach é o aspecto mais inferior do Eu Superior, e o mais superior da personalidade.
A personalidade apresenta quatro aspectos: Forma (em Malkuth), Vida (em Yesod), Mente (em Hod) e Alma (em Netzach).

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DAATH
~ O Conhecimento ~

Antes da Queda, Malkuth estava onde, hoje, encontra-se Daath: no Pilar do Meio, logo abaixo de Chokmah e Binah.
É uma esfera de dimensão diferente, considerada a conjunção de Chockmah e Binah.
Em Daath, a fé está alicerçada no ponto mais alto do conhecimento.
A penetração nas Supernas (Binah, Chokmah, Kether) somente ocorre através do Espírito Divino (Neschamah, plano superior), pois, atingindo-se o conhecimento pleno em Chesed, abandona-se o Átomo Permanente, o próprio Sagrado Anjo Guardião, em Daat, extinguindo-se a separatividade da personalidade e do individualismo, assumindo-se a Mônada, em Binah.

Experimenta-se a solidão espiritual, pois ali todos os conceitos são dissolvidos.
Imagem: cabeça com duas faces, olhando dois caminhos.
É a esfera do Karma.
Leva o indivíduo a ser inflexível em sua missão, com amor desprovido de egoísmo.
Experiência espiritual: visão além do Abismo.
Virtudes: desapego, purificação da justiça, confiança no futuro.
Vícios: dúvida acerca do futuro, inércia, apatia, covardia, orgulho que isola e desintegra.
Chacra mundano: Sírius ou Sothis, Alfa da Constelação Cão Maior.

Os quatro Arcanjos:
RAFAEL: Leste, Luz, Ar, Amarelo Ouro.
GABRIEL: Oeste, Visão Interna, Água, Azul.
MIGUEL: Sul, Poder, Fogo, Vermelho.
AURIEL: Norte; Estabilidade; Terra; Amarelo-limão, verde-oliva, marrom e preto.

Anjos: Serpentes Aladas.

A forma mais apropriada aos Arcanjos são grandes pilares; se antropomórficos, devem apresentar seu sigilo, ou selo, no peito.

Os anjos não são seres melhores que os homens. Sua corrente evolutiva é diferente da humana, assim como seus objetivos. São, porém, mais adiantados na evolução.
Os anjos não têm nome individual, somente coletivo.

Os elementais são evolutivamente inferiores ao homem. Estão para os anjos, assim como os animais estão para o homem.

Norte - Gob - Terra - Auriel - Fertilidade;
Oeste - Niksa - Água - Gabriel - Visão Interna;
Leste - Paralda - Ar - Rafael - Luz e Cura;
Sul - Djin - Fogo - Miguel - Proteção.

Anjos e elementais não quebram as leis naturais, consequentemente, não operam milagres.

No fim da evolução, Malkuth retornará ao lugar ocupado por Daath.

KETHER - energia pura;
CHOCKMAH - energia dinâmica;
BINAH -matriz arquetípica;
CHESED - expansão da idéia, organização;
GEBURAH - ajuste da idéia;
TIPHERETH - embelezamento;
NETZACH - composição da idéia, iluminação;
HOD - concretização;
YESOD - fundamento;
MALKUTH- corporização;
DAATH: visão total da idéia. Conhecimento.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Perjuro (por ZadKiel R+)

Silêncio,
Por que te quebras tão facilmente?
São os lábios mais fortes que a mente?

Promessas,
Por que vos esvaís com tamanha facilidade?
É a língua mais forte que a vontade?

Era noite e choravas
À porta do Templo, ansioso aguardavas
Neófito, à Luz tu aspiravas!

Ao doce toque da espada
Irmãos receberam-te de mãos dadas
E tua Cruz se fez menos pesada

Os mistérios abriram-se a ti
Estranhos ritos praticaste ali
Sob os selos de Salomão e de Davi

Silêncio...
Não o prometeste guardar?
Silêncio...
Não o juraste respeitar?

E agora, longe do Altar,
O que era oculto
Ousaste revelar

Mas, perjuro, agora entende
Que o oculto não se compreende
Com a mente, mas se sente

Perdem-se a forma e a aparência
Mas não se viola a essência
Da arcana arte e ciência

Tudo é noite e deserto
Já não tens irmãos por perto
Está fechado o que era aberto

E sozinho seguirás
Até que olhes para trás
E a Palavra já não traias mais

Até que plantes a semente
De nova Rosa e simplesmente
Silencioso, sigas em frente

Silêncio!
Silêncio.
Silêncio...