segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Perjuro (por ZadKiel R+)

Silêncio,
Por que te quebras tão facilmente?
São os lábios mais fortes que a mente?

Promessas,
Por que vos esvaís com tamanha facilidade?
É a língua mais forte que a vontade?

Era noite e choravas
À porta do Templo, ansioso aguardavas
Neófito, à Luz tu aspiravas!

Ao doce toque da espada
Irmãos receberam-te de mãos dadas
E tua Cruz se fez menos pesada

Os mistérios abriram-se a ti
Estranhos ritos praticaste ali
Sob os selos de Salomão e de Davi

Silêncio...
Não o prometeste guardar?
Silêncio...
Não o juraste respeitar?

E agora, longe do Altar,
O que era oculto
Ousaste revelar

Mas, perjuro, agora entende
Que o oculto não se compreende
Com a mente, mas se sente

Perdem-se a forma e a aparência
Mas não se viola a essência
Da arcana arte e ciência

Tudo é noite e deserto
Já não tens irmãos por perto
Está fechado o que era aberto

E sozinho seguirás
Até que olhes para trás
E a Palavra já não traias mais

Até que plantes a semente
De nova Rosa e simplesmente
Silencioso, sigas em frente

Silêncio!
Silêncio.
Silêncio...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Casamento da Rosa e da Cruz

De sete fontes nascem os rios que regam a Rosa.
Suas águas percorrem a Cruz e a fecundam,
Na maré apropriada,
Por doze estações,
Com as substâncias da Estrela Menor.
Gera-se, então, um ser luminoso, onde havia duas sombras.
Eis a Criança, portando mágico Rubi, que, purificado pela Arte, reluz como Ouro.
Unida, assim, à Cruz, exala a Rosa seu Perfume.
Abrem-se, ao Adepto, as portas da Magia Superior.

ZadKiel R+

sábado, 7 de agosto de 2010

Fraternitas Rosicruciana Antiqua

No final dos anos 20 do século passado, o célebre ocultista germânico Arnold Krumm-Heller (Mestre Huiracocha) instituiu a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), organização que ganhou força, principalmente, na América Latina.
Com a morte de Krumm-Heller, em 1949, o Summum Supremum Sanctuarium da FRA deveria ter sido transferido da Alemanha para o Planalto Central brasileiro. No entanto, o Dr. Albert Wolff (que assina a segunda parte da introdução da obra "Del incienso a la osmoterapia"), encarregado dessa tarefa pelo próprio Dr. Krumm-Heller, faleceu no ano seguinte, em Juiz de Fora, MG.
Assumiu, então, a liderança mundial o filho do Dr. Krumm-Heller, Parsival, que dirigiu a Fraternidade de 1950 a 1956, quando retirou-se ao silêncio. De acordo com Parsival, seu afastamente se deu porque seu pai desejava que cada ramificação da FRA seguisse seu próprio rumo, moldando-se de acordo com as especificidades do tempo e do local em que estivesse inserida. De acordo com uma previsão do Mestre - dizia Parsival -, isto implicaria uma certa turbulência, a qual findaria cerca de 50 anos após a passagem do Dr. Krumm-Heller aos planos superiores, quando um Irmão brasileiro estabeleceria pontes fraternas entre os ramos da Fraternidade.
Assim, na segunda metade dos anos 90, Parsival tornou-se mentor nos mistérios rosicrucianos de um Irmão do círculo interno do ramo brasileiro da FRA, tendo-o nomeado Enviado Especial e Embaixador do Summum Supremum Sanctuarium em fevereiro de 2001.
Desde então, esse Irmão tem aproximado diferentes ramos da FRA nas Américas e na Europa. A seguinte página foi criada para possibilitar que oficiais e membros regulares de todas as ramificações da Fraternidade possam entrar em contato com seus Irmãos de outras "linhas de sucessão": http://rosacruzantiqua.wordpress.com
Os estudantes do rosacrucianismo que ainda não conhecem a Fraternitas Rosicruciana Antiqua encontrarão na mencionada página uma série de links, através dos quais poderão ter informações sobre a Fraternidade, em suas diversas manifestações.
Que as Rosas floresçam em sua Cruz!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

E à luz rumou Aster...


É com saudades que anunciamos a passagem aos planos superiores do Amigo e Irmão Euclydes Lacerda de Almeida (Frater Aster O.T.O. / Frater Thor A.'. A.'.), ocorrida em 24 p.p.
Euclydes foi membro do Soberano Santuário da Gnose (IXº) da Ordo Templi Orientis, Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros de Thelema, fundador da Sociedade Novo Aeon e autor de inúmeras obras - publicadas por meio de edições privadas - sobre temas ocultistas (confira-se a lista de algumas delas, disponíveis para consulta virtual, em http://www.ocultura.org.br/index.php/Euclydes_Lacerda_de_Almeida).
Foi, também. instrutor de destacados ocultistas brasileiros na senda da A.'.A.'. - inclusive, nos anos 70, de um, então, iniciante chamado... Paulo Coelho!
Iniciado na Fraternitas Rosicruciana Antiqua em Santos Dumont, Minas Gerais, em novembro de 1975, sob a espada do Mestre Paulo de Paula, Euclydes costumava participar, quase sem ser notado, das Missas Gnósticas realizadas aos domingos na Aula Lucis Central, na Tijuca.
Avesso à McDonaldização do Oculto, foi cercado, até o fim de sua vida, de poucos e fiéis discípulos e amigos, assim como de uma família amorosa, grata e dedicada.
Uma nota curiosa: há tempos, eu vinha procurando uma importantíssima carta que me foi escrita, em 1997, pelo Comendador Coaracyporã, da Fraternitas Rosicruciana Antiqua. Há dois dias, havia escrito a um irmão, na esperança que tal carta estivesse com ele... em vão!
Ontem, visitei Teka, a viúva de Euclydes, que me acompanhou ao apartamento em que o Irmão mantinha sua biblioteca, para definirmos como catalogaremos seu imenso arquivo. Ao chegarmos lá, a luz de um dos quartos estava acesa, mas não demos importância.
Percorremos o apartamento apenas identificando com o olhar o modo como o vastíssimo material, fruto de uma pesquisa de mais de 50 anos, estava disposto, até que chegamos àquele quarto. Ali, pela primeira vez, Teka resolveu abrir uma das dezenas de pastas que havia no local. Ela foleava os documentos, quando identifiquei alguns que me eram conhecidos, entre os quais estava... a carta que tanto procurava! Só então que me recordei que havia deixado aquela missiva com Euclydes há mais de 10 anos, pois, ali, o Comendador Coaracyporã falava, entre diversos outros assuntos, de um ex-Irmão da Fra. R.C. Antiqua, Marcelo Ramos Motta (Parzival XIº). Esse Irmão fora o Supervisor-Geral da Ordo Templi Orientis e o primeiro Instrutor do próprio Euclydes, tanto na O.T.O., quanto na A.'.A.'.
E foi assim que o Mestre, desde os planos invisíveis, fez retornar às minhas mãos o documento que eu tanto procurava...

E a luz se soma à Luz, a Rosa desabrocha e deixa a Cruz, o amigo segue viagem, o Mestre se torna invisível... Obrigado pela mão estendida no caminho de volta, pelas provas e lições, pela simplicidade com que apresentava todo o fantástico conteúdo de conhecimento e sabedoria de um autêntico Iniciado, de alguém que esteve aqui e Lá ao mesmo tempo e, mesmo no turbilhão dessas situações aparentemente contraditórias, nos lembrava de sermos quem somos e cumprirmos os desígnios de nossa Vontade.

Vale, Amicus! Vale, Frater! Vale, Magister!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre barreiras, graus e invisibilidade


O que une, e o que separa?
Barreiras separam, e isto é dizer o óbvio.
Ocorre que o óbvio, muitas vezes, não é percebido. Tome-se por exemplo as próprias organizações rosicrucianas. Quantos, tendo sido admitidos ao círculo interno por meio de uma cerimônia, realmente foram iniciados? E isto eu lhes digo: aqueles que batem no peito presunçosamente, dizendo-se membros desse ou daquele grau, ainda não sabem o que é a iniciação. Isto porque graus são barreiras e, portanto, implicam separação, enquanto o verdadeiro iniciado é sempre o promotor da (re)conciliação.
Graus nada representam desde o ponto de vista estritamente iniciático. N-a-d-a. Não são garantia de conhecimento, nem de sabedoria, nem de autodomínio, nem de autoconhecimento, nem de iluminação, nada de nada.
Graus revelam que o seu detentor se encontra há um certo tempo em uma determinada situação dentro de uma dada organização e, no mais das vezes, que não representa uma ameaça ao grupo dominante. De certo, nada mais.
Mesmo nas organizações em que os graus são conquistados por meio da quantidade de instruções recebidas, da presença em reuniões ou da frequência ritualística, não há garantia alguma de que um detentor do último grau tenha mais conhecimento ou vivência do que um recém-chegado. Afinal, há chaves que só são transmitidas - até nestes tempos cibernéticos, em que os limites entre o público e o privado são cada vez mais tênues - de boca a ouvido; e outras que só são conquistadas por meio da verdadeira dedicação aos estudos e à prática.
Neste sentido, nunca é demais repetir: a iniciação não ocorre em um mero ritual de passagem. É preciso muito mais do que isto: necessita-se de uma imersão nos reinos internos, sem a qual qualquer contato com os mundos invisíveis torna-se desprovido de significado espiritual, perdendo-se os passos em uma antecâmara que o aspirante, iludido, acredita tratar-se do Salão d'O Templo.
Quisera poder discorrer sobre tal imersão, sobre a dimensão do significado desse termo, mas somente me é autorizado esperar que o leitor entenda que a literalidade e a metáfora nem sempre se excluem. Para além de a mente ser livre para visitar cada abstrato altar que há no próprio ser humano e, ali, tocar o intocável, é certo que existem, entre o etéreo e o concreto, fluidos que servem de ponte entre os dois mundos, verdadeiros substratos alquímicos. Ah! Paro por aqui, pois o Silêncio me é imposto...
Leitor: não há graus ou barreiras que separem os membros da Confraria Rosa+Cruz. Entre nossos Irmãos, há membros de diferentes organizações rosicrucianas, e há quem jamais tenha ingressado em qualquer instituição congênere. O que nos une está além dos olhos e do intelecto, e nisto reside o segredo de nossa invisibilidade.






quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Interlúdio

Estimados leitores: Luz, Saúde Plena, PAZ!
Desejo a todos os Irmãos, de toda e qualquer ramificação de nossa augusta Irmandade, um Natal feliz e um ano novo próspero e luminoso. Que possam os eflúvios do Altíssimo iluminar os nossos caminhos, a fim de que as Rosas floresçam em nossa Cruz. Com minhas bênçãos gnósticas, ZadKiel R+

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cabala Mística


Com a devida autorização, passo a transcrever algumas notas extraídas de um antigo diário encontrado na biblioteca do Colégio do Espírito Santo, escrito por um Rosa+Cruz identificado como "Irmão Poimandres".
Faço-o a pedido e sem alterar qualquer passagem. Escreveu o Irmão Poimandres:

"SOBRE A ÁRVORE DA VIDA

Véus de Existência Negativa (acima da Árvore da Vida):
Ain (Não) - O vazio absoluto.
Ain Soph (Ilimitado) - O eterno, no mais puro sentido: se nada há, não existem limites.
Ain Soph Aur (Luz Ilimitada) - O eterno movimento: quando não há limites, as coisas acontecem simplesmente porque não há motivos para não acontecerem.

Árvore da Vida:

AS DEZ ESFERAS (Sephiroth; singular: Sephirah):

Kether - coroa
Chokmah - sabedoria
Binah - entendimento
Chesed - misericórdia
Gebura - força - vontade em ação
Tipheret - beleza
Netzach - vitória - imaginação criadora - emoções elevadas
Hod - Esplendor - mente universal
Yesod - fundamento
Malkuth - reino

A árvore da vida apresenta Deus sob o ponto de vista decimal.
Polaridades: Kether é positivo em relação a Chokmah, que é positivo em relação a Binah e assim por diante.

Serpente Nechushtan: Sabedoria e Iniciação.

OS TRÊS PILARES:

Centro: equilíbrio e consciência: neutro e estático.
Direita: misericórdia: positivo e ascendente - Jachin.
Esquerda: severidade; rigor/forma: negativo e descendente - Boaz.


OS QUATRO MUNDOS (OU UNIVERSOS):

Atziluth - emanação, plano divino. Adoração.
Briah - criação, plano dos arquétipos, idéias, arcanjos. Ética.
Yetzirah - formação, plano dos anjos. Aprendizado.
Assiah (Malkuth) - produção, plano físico, sistema solar visível. Vivência.

Logos - Projeto (Atziluth)
Arcanjos - Plano (Briah)
Anjos - Ordem (Yetzirah)
Elementais - Execução (Assiah)

Arquétipos são imagens primordiais, simbólicas e originais, acumuladas de forte carga energética.
Adam Kadmon é o Logos, não o Adão expulso do Paraíso.

No plano de Assiah, atuam os Chacras do Mundo, os Espíritos dos Planetas. Por exemplo, o chacra de Geburah é Marte, que não deve ser confundido com o planeta Marte, pois trata-se da imagem mágica de Marte, e não da esfera planetária física.

Em Briah, o arcanjo tem sua contraparte no demônio.

Em Atziluth, não há bem nem mal, pois se está fora do "sistema solar".

A invocação das forças de Atziluth não pode ser feita, senão mediante os arcanjos do plano de Briah; caso contrário, a personalidade humana seria destruída.

OS QUATRO PLANOS:
Neschmah (Intelectual) - Kether, Chokmah, Binah.
Ruach (Moral) - Chesed, Geburah, Tipheret, Netzach, Hod.
Nephesh (Astral, Físico-Emocional) - Yesod.
Guph (Corpo Físico) - Malkuth: resumo de tudo.

No homem:
As esferas da árvore: qualidades, aspectos.
Os caminhos que ligam as esferas: estados de consciência.
Três Pilares: forças cósmicas.
Três aspectos do logos: Kether (Yechidah)/Vontade; Chokmah (Chiah)/Amor; Binah (Neschamah)/Mente.

Deve-se subir a árvore e retornar ao físico, pois de nada vale o conhecimento sem sua aplicação concreta, assim como a experiência sem o conhecimento. Subida e descida, portanto, não estão associadas a bem/bom/mal/mau.

Vel de Queshet - o abismo menor, entre Yesod e Tiphereth: a noite da alma, quando o iniciado caminha isolado. Após atravessá-lo, une-se a seu eu superior ou Sagrado Anjo Guardião.

Vel de Paroketh - véu do templo, por trás de Tiphereth: o que se rompe com a crucificação. É análogo a Daath, mas numa oitava inferior.

Daat ("A Falsa Sephirah) - Abismo entre Tiphereth e Kether, pelo Pilar Central, acima das esferas de Geburah e Chesed - A união entre as forças sutis e a matéria.

A árvore qliphótica (projetada abaixo da Árvore da Vida):
Os qliphoth (singular: qliphah; tradução: conchas ou meretrizes) são as águas do caos. São as energias desequilibradas.
A árvore qliphótica foi formada pelo excesso das forças emanadas de Kether, projetadas nas águas inferiores, abaixo de Malkuth.

Rituais:
Devem ser iniciados com a invocação do Deus correspondente e finalizados com uma ação de graças, como se o objetivo já houvesse sido alcançado. Antes, porém, da invocação, é necessário meditar sobre a forma espiritual da Sephirah, pois o ritual deve principiar no plano espiritual.
Mesmo que pareça infrutífero, o ritual começa por imprimir na aura o benefício; depois, vem a manifestação física.

Deus é imanente e transcendente a um só tempo: o homem é uno com Deus.
A Magia pode ser subjetiva (transmutação da consciência) ou objetiva (efeitos físicos visíveis).
No princípio, o requisito básico para o magista é a Fé; com o sucesso, esta transforma-se em Certeza.
Em Magia, a dúvida é fatal.
O relaxamento é necessário às mensagens internas.

AS SEPHIROTH:

KETHER
- A Coroa -

Manifestação primeira d'O Imanifesto.
Equivale a Parabrahman.
Associação planetária: Netuno.
Imagem mágica: um rei idoso, de perfil direito. O lado esquerdo é como um livro fechado.
Arcanjo: Metraton.
Ordem angélica: Chaio-ha-kadesh.
Chacra mundano: Reshit ha gilgalim - redemoinhos, nebulosas.
Chacra humano: coronário - Yeshidah - chispa divina.
Nome divino: EHEIEH, que se relaciona com Atziluth.
E - começo;
HE - cristalização;
I - frutificação.
EH - cristalização.

Kether contém a ideia oculta dos sefiroth subsequentes.
Quem atinge seu estágio, dele não retorna.
Experiência: união com Deus.

Os quatro ases:
Paus: poderes do fogo;
Copas: poderes da água;
Espadas: poderes do ar;
Ouro: poderes da terra.

A jornada evolutiva consiste em fixar a individualização da consciência, de modo que a chispa divina mantenha sua individualidade no final da evolução.
E HE I HE = "Eu estou sempre em transformação". Trata-se do aspecto manifesto: o aspectooculto de Deus não está em transformação.

CHOCKMAH
- A Sabedoria -

Manifestação do aspecto masculino de Kether.
Yod, Falo, Torre, Pedestal.

Imagem mágica: homem barbado, viril, maduro.
Nove divino: Jeovah.
Chacra mundano: Urano / Mazloth.
Experiência: visão de Deus.
Virtude: devoção.
Conhecimento da polaridade, simbolizado pelo Caduceu de Mercúrio.
Lado esquerdo do rosto.
Arcanjo: Ratziel (pilar cinza com azul), o "Arauto de Deus".
Anjos: Seraphim ou Rodas (rodas cinzentas com fundo negro).

Os quatro "dois":
Paus: dominação;
Copas: amor;
Espadas: paz;
Ouros: modificação harmonioza.

BINAH
- Entendimento -

A mãe da forma. Entendimento interno, além da razão.
"A Grande Mãe". Dá forma à manifestação.
É menos abstrato do que Chockmah.
Yoni, Cálice.

Completa o triângulo superno: Kether, Aleph, ar primordial; Chockmah, Shin, fogo gerador; Binah, Mem, grande mar.

Entendimento + Sabedoria = Conhecimento (Daath).

Chacra mundano: Saturno, o planeta da estabilidade, conservador.
Nome divino: Jeovah Elohim.
Virtude: Silêncio.
Arcanjo: Zaphkiel.
Anjos: Aralim (Tronos), Seres Poderosos.
Lado direito do rosto.

Os quatro "Três":
paus - força;
copas - abundância;
espadas - infortúnio;
ouros - trabalhos materiais.

Em Binah, habitat da mônada, a fé se torna certeza.
A chave da Magia é a criação de formas ou canais para a manifestação de forças, e Binah é a mãe da forma.
Zaphkiel é o guardião dos Arquivos Akáshicos. É corretor e retificador (Carma).

CHESED ou GEDULAH
- A Misericórdia ou a Glória -

Imagem: Rei no trono, pacífico e legislador.
Experiência: Visão do Amor.
Chacra Mundano: Júpiter.
Braço ou ombro esquerdo.
Representa o estado de consciência dos Mestres da Sabedoria.
Virtude: obediência (à vontade divina).
Símbolos: cubo, cetro, vara, esfera.
Nome divino: EL (Aleph: começo; Lamed: movimento, coração do alfabeto hebraico).
Arcanjo: Zadkiel.
Anjos: Chamas cintilantes. Invocados, equilibram a mente e propiciam o autocontrole.
Tarô: Quatro "quatros": Paus - obra perfeita; Copas - prazer; Espadas - descanso após a luta; Ouro - poder terreno.
Chesed/Gedulah faz fronteira com o Justiceiro: Geburah.

GEBURAH
- A Fortaleza -

Imagem: Rei em guerra, em seu carro.
Chacra mundano: Marte.
Símbolos: corrente (lentidão), açoite (dinamismo).
Experiência: Visão do Poder.
Virtudes: energia e valor.
Títulos: Din - Justiça- e Pachad - Temor (ao ser supremo).
Pentagrama.
Adeptos Maiores / Espíritos Luciferinos.
Nome Divino: Elohim Gibor.
Arcanjo: Khamael (Punidor).
Anjos: Serafins, Potesdades, Serpentes de Fogo (anjos obscuros).
Quatro "Cincos": Paus (luta), Copas (prazer perturbado), Espadas (derrota), Ouros (conflito terrestre).

TIPHERET
- A Beleza -

É o centro de equilíbrio da árvore sefirótica. Completa o triângulo ético.
Nome divino: Jeovah-Eloah-Va-Daath.
Arcanjos: Raphael (Divino Médico) e Miguel (Arcanjo Solar).
Anjos: Malachin, Reis ou Virtudes.
Chacra Mundano: o Sol.
Experiência: Visão da Beleza Manifestada na Natureza; Equilíbrio da Árvore da Vida.
Imagem: Um Rei Magestoso (Melek, marido de Malkah - título atribuído a Malkuth); uma Criança, filha de Kether. A grande Face, que Tipheret produz numa espiral inferior; um deus sacrificado, que é a morte de uma energia que renasce em outro nível.
É o mediador entre o micro e o macrocosmo; representa o ponto mais baixo da individualidade.
Virtude: realização da Grande Obra (Cristo Interno).
Peito; plexo solar.

Reis elementais relacionados com Tipheret:
Paralda - Ar; Niksa - Água; Djin - Fogo; Gob - Terra (os reinos, em si mesmos considerados, se encontram em Malkuth).

Sílmbolos: Cruz, Lâmen, Cubo, Pirâmide truncada.
Cartas: os Seis - Paus - vitória; Copas - alegria; Espadas - êxito merecido; ouros - êxito material.

Em Tiphereth, ocorre a experiência conhecida como o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião.

(continua...)